Mais um passo para a Estação de Tratamento de Esgotos

Caminhões descarregam as mantas de geomembranas para impermeabilização das lagoas de tratamento de esgotos. Primeiro passo para melhorar o local.

            A Estação de Tratamento de Esgotos de Sertanópolis ainda está longe de se tornar realidade. O problema, principal, é a falta de recursos. Mesmo com o aporte da Câmara de Vereadores e a boa vontade de Prefeitura, os valores ainda estão distantes da realidade para que seja feito um trabalho de qualidade e com bons resultados.

            No entanto, o Saae tem procurado melhorar o local que hoje recebe os resíduos da cidade, conhecido como “pinicão”, para que seja, ao menos minimizado os efeitos ambientais. Uma das melhorias foi a aquisição de mantas impermeabilizantes para as lagoas de tratamento. No local está sendo construída uma estação de desarenador, equipamento que remove areia e objetos sólidos finos abrasivos presentes no esgoto sanitário. O equipamento será instalado antes das lagoas de tratamento e irá amenizar o conjunto de atividades a serem adotadas.

   Segundo Flávio Fantin, diretor do Saae, “adquirimos tubos de esgotos, o desarenador está sendo construído. Serão dois conjuntos e iremos construir um laboratório para análise dos efluentes e uma casa de cloração, para reduzir os impactos no meio ambiente. No momento, é o que está sendo possível realizar”, afirmou.

            Além dessas melhorias, o Saae, adquiriu mantas termoplásticas PEAD geomembrana lisa, com 2 mm de espessura, para impermeabilização do solo, tela de geocomposto dupla e geotêxtil de não tecido agulhado de filamentos contínuos, 100% poliéster. Essas aquisições vão representar cerca de 50% do custo da obra de melhorias da Estação de Tratamento e foram adquiridas no começo do ano. Hoje, o custo seria muito maior, portanto uma grande economia. Foram investidos cerca de R$ 965 mil reais, ou quase um milhão nessa aquisição, que tem cerca de 10 mil m2 de produtos impermeabilizantes.

                A próxima etapa será a retirada do lodo de esgoto, ou biosólido, resíduo rico em matéria orgânica gerado durante o tratamento de águas residuárias nas ETEs – Estações de Tratamento de Esgotos. Segundo Fantin, “esperamos, após esse trabalho, dar andamento à captação de esgotos domésticos, onde pretendemos atingir 100% dos esgotos dos domicílios existentes. Os novos domicílios ainda não serão possíveis contemplar. Para isso, será necessária uma segunda etapa, com a construção de uma estação completa para tratamento de esgotos. Porém será um grande passo a ser dado. Ficamos tanto tempo sem investir em tratamento de esgotos e não será possível, da noite para o dia, solucionar o problema que vem a décadas”, informou.

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